Desejaram-me um 2006 sem saudade de 2005. Fiquei a pensar... Será que 2005 não deixou saudade?
Deixou, ele, ao contrário de outros, deixou lembranças. Deixou a lembrança de que estive apaixonado, porque estive prestes a mudar a minha vida por algo em que ainda hoje acredito. Deixou a lembrança de que neste ano que passou, tive, ainda que por um curto período de tempo, vontade de fazer algo mais com a minha vida. Valeu por isso e pela riqueza de experiências.
Saudade... Acho que não deixa, mas vou recordar este ano pra sempre: O ano em que me senti capaz de mudar o mundo, trocar os hemisférios e ao mesmo tempo uni-los, por a terra a girar à volta da lua. Ficará pra mim como o ano da força e da falta dela, um ano de contradições e das mais efémeras certezas. Fui David e fui Golias num só ano.
Cresci, vivi e acrescentei tanta coisa à minha vida num só ano, que me faz pensar se valeu a pena... Valeu, apesar de tudo valeu... mas não deixa saudade...
Por isso, quando me desejaram um 2006 sem saudade de 2005, depois de reflectir, sei que sou melhor agora, mas foi um ano que não deixou saudade, porque temos saudade das coisas boas, mas não precisamos delas pra evoluir.
Crescemos com o bom e com o mau... Pode não deixar saudade, mas nunca devemos dizer "foi um ano pra esquecer"
Deixou-me a memória de muitas coisas que me mudaram, e transformaram o meu ser para sempre.
Hoje sou diferente do que era em 2004, e nada mais espero de 2006... que me tranforme e me marque... Apenas pra ser melhor...
Saudade não deixou, mas marcou tanto como um chicote nas costas que nos torna mais fortes...
My World
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Mad World - Gary Jules
All around me are familiar faces
Worn out places
Worn out faces
Bright and early for the daily races
Going no where
Going no where
Their tears are filling up their glasses
No expression
No expression
Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Children waiting for the day they feel good
Happy birthday
Happy birthday
And I feel the way that every child should
Sit and listen
Sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me
No one knew me
Hello teacher tell me what’s my lesson
Look right through me
Look right through me
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Enlarging your world
Mad world
All around me are familiar faces
Worn out places
Worn out faces
Bright and early for the daily races
Going no where
Going no where
Their tears are filling up their glasses
No expression
No expression
Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Children waiting for the day they feel good
Happy birthday
Happy birthday
And I feel the way that every child should
Sit and listen
Sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me
No one knew me
Hello teacher tell me what’s my lesson
Look right through me
Look right through me
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Enlarging your world
Mad world
És tu!
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Pára de rir, pára de sorrir, pára de dançar, pára de falar... Pára de olhar pra mim.
Pára de me fazer sentir especial, pára de ser especial, pára de me fazer esvair para um mundo cheio de coisas que não quero, que não devo, e pior, às quais não chego, não chego a ti, não estou no mesmo mundo que tu...
Sai do meu mundo, sai de um mundo em que existo contigo, somos os dois, existimos os dois, porque neste mundo, que, sem ti, não faz sentido, não existo, sou apenas mais um que sonha...
Sai dos meus sonhos, pára de sorrir, deixa de ser mais uma personagem num mundo que é só meu.
Quero-te aqui, ao meu lado, a sorrir e a dançar, num mundo que seja nosso.
Esse mundo nosso, é meu, meu e só meu, que existe apenas porque tu o invadiste, tomaste conta da única parte que eu não controlo, do único espaço vazio, que estava à espera de ti (espero eu), à espera de alguém que me fizesse sentir o homem mais idiota do mundo, que me fizesse vacilar na minha, tão certa, caminhada para um vida solitária e sempre à espera de que esse espaço e o meu, que controlava, fosse preenchido por ti, por uma força como a tua, que derrubasse o meu domínio sobre algo que nunca controlei.
Não és minha, nunca foste, mas és aquela força que eu quero que me destrone, que me faça sentir, como fazes, o bobo em vez do rei...
Ao pé de ti rio sem razão, ao pé de ti tremo sem medo ou frio, ao pé de ti sei que a minha soberania sobre o meu mundo está nas tuas mãos, e que, provavelmente, nunca vais ter consciência desse poder. Ao pé de ti sou Gulliver na terra dos gigantes lutando pela sobrevivência sem grande esperança.
Fico sem saber o que dizer, fico como um qualquer homem fica perante uma mulher que salta sobre todos os muros, destrói todas as trincheiras, para o fazer feliz, mesmo que seja no mundo dele.
És tu no meu mundo, a heroína... No mundo real, não passas de um sonho...
Pára de me olhar como se o meu mundo fosse o nosso!
Pára de me fazer sentir especial, pára de ser especial, pára de me fazer esvair para um mundo cheio de coisas que não quero, que não devo, e pior, às quais não chego, não chego a ti, não estou no mesmo mundo que tu...
Sai do meu mundo, sai de um mundo em que existo contigo, somos os dois, existimos os dois, porque neste mundo, que, sem ti, não faz sentido, não existo, sou apenas mais um que sonha...
Sai dos meus sonhos, pára de sorrir, deixa de ser mais uma personagem num mundo que é só meu.
Quero-te aqui, ao meu lado, a sorrir e a dançar, num mundo que seja nosso.
Esse mundo nosso, é meu, meu e só meu, que existe apenas porque tu o invadiste, tomaste conta da única parte que eu não controlo, do único espaço vazio, que estava à espera de ti (espero eu), à espera de alguém que me fizesse sentir o homem mais idiota do mundo, que me fizesse vacilar na minha, tão certa, caminhada para um vida solitária e sempre à espera de que esse espaço e o meu, que controlava, fosse preenchido por ti, por uma força como a tua, que derrubasse o meu domínio sobre algo que nunca controlei.
Não és minha, nunca foste, mas és aquela força que eu quero que me destrone, que me faça sentir, como fazes, o bobo em vez do rei...
Ao pé de ti rio sem razão, ao pé de ti tremo sem medo ou frio, ao pé de ti sei que a minha soberania sobre o meu mundo está nas tuas mãos, e que, provavelmente, nunca vais ter consciência desse poder. Ao pé de ti sou Gulliver na terra dos gigantes lutando pela sobrevivência sem grande esperança.
Fico sem saber o que dizer, fico como um qualquer homem fica perante uma mulher que salta sobre todos os muros, destrói todas as trincheiras, para o fazer feliz, mesmo que seja no mundo dele.
És tu no meu mundo, a heroína... No mundo real, não passas de um sonho...
Pára de me olhar como se o meu mundo fosse o nosso!
Última Estrada
terça-feira, novembro 22, 2005
Vou andando numa estrada com os sinais ao contrário, numa estrada que não conheço e na qual não sei andar. Numa estrada sem traços que me indiquem o caminho, numa estrada com destino definido para todos, menos para mim. Todos os acidentes porque passei me afectam, alterando o meu rumo, mudando a minha direcção, deixando-me sem norte e sem sul, sem noção de onde vim e para onde vou... Tenho sinais que me ajudam, mas no momento em que os vejo, eles tornam-se invisíveis, imperceptíveis ao meu olhar, nada me pode nem consegue ajudar nesta estrada. Dependo de mim e só de mim. Tudo é paisagem, sim... TUDO!
À minha volta há um mundo que me dita mais uma estrada, mais um caminho, mas é tudo ilusão, faz tudo parte de um filme que eu imagino e que me deixa perdido.
A minha estrada é feita dos acidentes porque passei em vez das curvas que se seguem... Determinam o meu caminho os acidentes, não as rectas que passei...
Sou triste e sempre serei, enquanto os acidentes ditarem a minha estrada...
Espero não ser este o meu último testemunho neste blog, e, por consequência, o último texto que escrevo...
Quero voltar a ter vontade de escrever...