My World

sexta-feira, dezembro 09, 2005
Mad World - Gary Jules

All around me are familiar faces
Worn out places
Worn out faces
Bright and early for the daily races
Going no where
Going no where
Their tears are filling up their glasses
No expression
No expression
Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Children waiting for the day they feel good
Happy birthday
Happy birthday
And I feel the way that every child should
Sit and listen
Sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me
No one knew me
Hello teacher tell me what’s my lesson
Look right through me
Look right through me
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Enlarging your world
Mad world

És tu!

quinta-feira, dezembro 01, 2005
Pára de rir, pára de sorrir, pára de dançar, pára de falar... Pára de olhar pra mim.
Pára de me fazer sentir especial, pára de ser especial, pára de me fazer esvair para um mundo cheio de coisas que não quero, que não devo, e pior, às quais não chego, não chego a ti, não estou no mesmo mundo que tu...

Sai do meu mundo, sai de um mundo em que existo contigo, somos os dois, existimos os dois, porque neste mundo, que, sem ti, não faz sentido, não existo, sou apenas mais um que sonha...
Sai dos meus sonhos, pára de sorrir, deixa de ser mais uma personagem num mundo que é só meu.

Quero-te aqui, ao meu lado, a sorrir e a dançar, num mundo que seja nosso.
Esse mundo nosso, é meu, meu e só meu, que existe apenas porque tu o invadiste, tomaste conta da única parte que eu não controlo, do único espaço vazio, que estava à espera de ti (espero eu), à espera de alguém que me fizesse sentir o homem mais idiota do mundo, que me fizesse vacilar na minha, tão certa, caminhada para um vida solitária e sempre à espera de que esse espaço e o meu, que controlava, fosse preenchido por ti, por uma força como a tua, que derrubasse o meu domínio sobre algo que nunca controlei.

Não és minha, nunca foste, mas és aquela força que eu quero que me destrone, que me faça sentir, como fazes, o bobo em vez do rei...
Ao pé de ti rio sem razão, ao pé de ti tremo sem medo ou frio, ao pé de ti sei que a minha soberania sobre o meu mundo está nas tuas mãos, e que, provavelmente, nunca vais ter consciência desse poder. Ao pé de ti sou Gulliver na terra dos gigantes lutando pela sobrevivência sem grande esperança.

Fico sem saber o que dizer, fico como um qualquer homem fica perante uma mulher que salta sobre todos os muros, destrói todas as trincheiras, para o fazer feliz, mesmo que seja no mundo dele.
És tu no meu mundo, a heroína... No mundo real, não passas de um sonho...
Pára de me olhar como se o meu mundo fosse o nosso!

Última Estrada

terça-feira, novembro 22, 2005
Vou andando numa estrada com os sinais ao contrário, numa estrada que não conheço e na qual não sei andar. Numa estrada sem traços que me indiquem o caminho, numa estrada com destino definido para todos, menos para mim. Todos os acidentes porque passei me afectam, alterando o meu rumo, mudando a minha direcção, deixando-me sem norte e sem sul, sem noção de onde vim e para onde vou... Tenho sinais que me ajudam, mas no momento em que os vejo, eles tornam-se invisíveis, imperceptíveis ao meu olhar, nada me pode nem consegue ajudar nesta estrada. Dependo de mim e só de mim. Tudo é paisagem, sim... TUDO!

À minha volta há um mundo que me dita mais uma estrada, mais um caminho, mas é tudo ilusão, faz tudo parte de um filme que eu imagino e que me deixa perdido.
A minha estrada é feita dos acidentes porque passei em vez das curvas que se seguem... Determinam o meu caminho os acidentes, não as rectas que passei...

Sou triste e sempre serei, enquanto os acidentes ditarem a minha estrada...
Espero não ser este o meu último testemunho neste blog, e, por consequência, o último texto que escrevo...
Quero voltar a ter vontade de escrever...

Fora de tudo...

quinta-feira, outubro 20, 2005
Estou no sentido certo, mas na estrada errada, não sei o que quero, mas sei o que não quero...

É triste. Sei o que não quero ser, mas sei que não sou o que quero... preciso de uma paz que não vem, preciso de alguém que não está, preciso do que não existe porque não quero ou não consigo, preciso de algo que me dê alento pra ser o que ainda não sou... quero o que já tive, e mais o que nunca foi meu. Quero alguém que faça de mim o que nunca ninguém fez, nem mesmo quando fui feliz. Quero alguém que me transforme no que ambiciono ser sem se impor, sem me pressionar, apenas me leve a ser um homem melhor.

Porra, NÃO CHEGA!!!

Acho que preciso de alguém por quem eu precise de ser um homem melhor e não alguém que faça de mim esse homem. Contradigo-me, sou incoerente, mas não é inconsciente, é propositado, tenho consciência que não sou o que quero, nem como lá chegarei, sei que já tive oportunidade de ser o que acho que quero ser, mas não chego lá sozinho, preciso de alguém, alguem que já tive, mas nao foi suficiente, alguem que, a única coisa que me deu, foi saber o que não quero...

Não quero mentiras, não quero ilusões... Falo de amor, pois claro, falo de coisas que não sei explicar, falo de amores que apenas me disseram: "este não é o caminho", foram importantes? Claro que sim, até o que mais me magoou foi importante.. mas não chega, sou fraco, sou triste, sou humano, ou não... mas no meu mundo preciso de mais do que eu, eu por mim, não chego...
Sou forte para tantas coisas, e noutras, tão fraco, sou humano, talvez menos humano que outros, mas preciso de alguém. Alguém que me faça sentir forte, e não apenas por uma noite, ou momento, preciso de mais do que momentos, embora sejam esses que me fazem feliz...